Mulheres representam apenas 9% dos membros dos conselhos de administração

29 OUTUBRO 2014
A Mercer organizou o 1º Evento Anual da Women@Mercer em Portugal, nos seus escritórios em Lisboa, sobre o tema “Driving Change: Equal Opportunities”. Esta conferência contou com os testemunhos da Senhora Secretária de Estado para os Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Dra. Teresa Morais, da Diretora Coordenadora de Recursos Humanos do Grupo Santander em Portugal, Dra. Isabel Viegas, bem como da Representante da W@M na Europa, Martine Ferland, que debateram esta temática, perante uma plateia constituída por homens e mulheres.

Diogo Alarcão, Gerente da Mercer Portugal, referiu que a Mercer tem vindo a assumir o compromisso de contribuir para a igualdade de oportunidades entre géneros, adiantando que nos escritórios da empresa em Portugal, 65% dos colaboradores são mulheres, sendo que ao nível dos Diretores de 1ª linha a divisão é igualitária (50%) e que, desde este ano, o Conselho de Administração da empresa passou a contar com uma mulher.

De acordo com as estatísticas da União Europeia, que considerou as 18 maiores empresas portuguesas cotadas em Bolsa, as mulheres representam apenas 9% dos membros dos Conselhos de Administração, muito abaixo da média da União Europeia que se situa nos 19% em 2014.

As mulheres sobem na carreira com relativa facilidade até cargos de direção intermédia: são diretoras de recursos humanos, de marketing, de relações públicas, de vendas e de outros tantos importantes departamentos, mas na grande maioria das empresas portuguesas ou que operam em Portugal, quer no universo das cotadas em Bolsa, quer no universo mais restrito das 18 maiores, não chegam aos Conselhos de Administração”, afirmou a Secretária de Estado.

A Secretária de Estado mencionou ainda que “a presença equilibrada de mulheres e de homens nos órgãos de decisão das empresas não é apenas uma questão de justiça face às qualificações das mulheres. É uma questão civilizacional. As empresas privadas portuguesas (porque é justo distinguir neste parâmetro a situação das empresas do Sector Empresarial do Estado, que não sendo ideal é bastante melhor) estão a empurrar o País para medidas cada vez mais duras e imperativas, dada a ausência de compromissos sérios e de objetivos concretos a alcançar”, conclui.