Vendas de chocolate vão crescer 4% em Portugal

1 DEZEMBRO 2014
As vendas de chocolate em Portugal valem, aproximadamente, 200 milhões de euros, com a época natalícia como a mais importante e responsável por 35% a 40% do consumo anual. O Natal e a Páscoa contribuem, de acordo com a ACHOC, para 60% das vendas de chocolate anuais em Portugal.

Uma razão para o desempenho positivo é a mudança nos hábitos alimentares, de acordo com Manuel Barata Simões, secretário-geral da ACHOC - Associação dos Industriais de Chocolates e Confeitaria.

Acreditamos que haja famílias que, em vez de dar dinheiro às crianças para comerem no intervalo das aulas, preferem dar-lhes uma pequena barra de chocolate para a meio da manhã ou da tarde complementarem o seu lanche”, exemplificou numa entrevista com a Lusa.

A ACHOC tem apostado em promover o chocolate como um “produto alimentar” e “um bom complemento de refeição”, que tem benefícios para a saúde quando consumido de forma moderada. No lado dos fabricantes, assiste-se ao fabrico de produtos mais elaborados, ao aparecimento de pequenas lojas especializadas em chocolates, e também à renovação de marcas tradicionais.

No entanto, Manuel Barata Simões sublinhou ainda que o consumo de chocolate em Portugal é o menor per capita da Europa, cerca de 1,5 quilos por pessoa ou talvez um pouco mais, tendo em conta as pequenas lojas cujos dados não estão contabilizados pela associação. Em comparação, o consumo em Espanha é de 3,5 quilos por pessoa, e na Alemanha de 9 quilos.

Alguns pequenos distribuidores no mercado português abastecem-se de chocolate em Espanha, que depois vendem em Portugal a preços mais baixos, o que é uma razão para preocupação. A origem desta prática está na diferença do imposto, uma vez que em Portugal o chocolate é taxado com IVA a 23%, enquanto em Espanha o mesmo imposto é 10%.

A ACHOC acredita que os produtos de chocolate deveriam ser taxado com um IVA mais reduzido, pois, neste momento, pagam a “mesma taxa que os produtos de luxo", apesar de serem “um produto alimentar”.