Comércio local e centros comerciais urbanos são escolhas prioritárias para os consumidores

26 JUNHO 2013

A maioria dos europeus ainda prefere visitar o comércio local e os centros comerciais urbanos, por oposição à compra de produtos online ou em espaços de retalho fora da cidade, segundo o novo estudo da CBRE.

O estudo "How We Shop: Inside the Minds of Europe’s Consumers" revela que, embora o comércio online continue a crescer em termos de atratividade, os consumidores não pretendem mudar radicalmente os seus hábitos de consumo nos próximos anos e a esmagadora maioria ainda não aderiu completamente às novas tecnologias e às ferramentas digitais, como os códigos QR. Para dois terços dos consumidores, o preço dos produtos, a limpeza, segurança e facilidade de acesso são os fatores mais importantes quando escolhem o local onde comprar. Um terço dos inquiridos e mais de metade da faixa etária mais jovem também consideram o entretenimento e o lazer como fatores importantes.

Apesar da concorrência do comércio online e fora das cidades, os centros comerciais urbanos e o comércio de rua em zonas "prime" continuam a ser a opção preferida dos consumidores europeus. A consultora defende que o ritmo de mudança dos princípios fundamentais do retalho é relativamente lento, com as lojas, enquanto espaço físico, a continuar a desempenhar um papel fundamental no novo mundo multicanal. “Os elementos fundamentais de um destino de retalho bem-sucedido – valor, conveniência, limpeza e segurança – mantêm-se predominantes na mente dos consumidores. Embora muitos retalhistas estejam a adaptar-se aos progressos tecnológicos, os consumidores dizem-nos que não pretendem mudar radicalmente os seus hábitos de consumo no futuro imediato. Os consumidores estão ainda menos interessados em tecnologias móveis e códigos QR do que o próprio sector de retalho, portanto, o investimento será provavelmente melhor empregue noutras finalidades. Conveniência é ainda o lema dos consumidores. As pessoas gostam de comprar localmente e querem que os seus destinos de compras sejam facilmente acessíveis de carro e com estacionamento grátis. Os centros comerciais fora da cidade oferecem geralmente estacionamento grátis, enquanto os estabelecimentos comerciais nos centros comerciais urbanos cobram o estacionamento, colocando-se em clara desvantagem. A nossa sugestão para os gestores de centros comerciais urbanos, centros comerciais e investidores em retalho vai no sentido de atenderem ao que os consumidores querem, concentrando-se em acertar nos elementos essenciais, o que, basicamente, lhes proporcionará as melhores hipóteses de êxito”, comenta Peter Gold, diretor do departamento de Cross Border EMEA Retail da CBRE.

De acordo com o estudo, o comércio local e os centros comerciais das cidades são visitados com mais frequência para compra de vestuário, em média, pelo menos uma vez por mês. Para os centros comerciais fora da cidade, a frequência média de visita é uma vez em cada seis semanas. 78% dos europeus prefere comprar artigos de moda no centro das cidades. Este valor eleva-se para cerca de 90% para os que vivem na Europa Ocidental.

A diversidade de retalhistas e, em particular, a dimensão das lojas (e a consequente capacidade para oferecer uma gama completa de produtos) ocuparam uma posição elevada na lista das prioridades dos consumidores.

54% dos consumidores utiliza o carro para visitar os centros comerciais urbanos e 76% utiliza-o para visitar os centros comerciais fora da cidade. O carro também é utilizado em 30% das deslocações para o comércio local, o que sugere que a disponibilização de estacionamento é importante para o fluxo e satisfação dos clientes, em qualquer dos casos.

O comércio online complementa o comércio em loja. Quando compra online, 64% dos consumidores prefere a entrega ao domicílio mas 85% considera importante ter acesso a uma loja para ver e tocar as roupas antes de comprar "online".

O estudo destaca ainda que as ferramentas digitais ainda não estão plenamente sedimentadas. A título de exemplo, menos de um terço dos consumidores na Europa usou já o telemóvel para comparar preços nos estabelecimentos ou usou códigos QR para aceder a sites. Contudo, a utilização irá aumentar no futuro, tendo em conta que, atualmente, o nível de adesão mais elevado se situa na faixa entre os 16 e os 34 anos de idade.