Entrega de bens de consumo e mercadorias poderá estar em risco

26 JUNHO 2013

A entrega de bens de consumo e mercadorias poderá estar em risco a partir da próxima segunda-feira, 1 de julho, com a entrada em vigor do novo regime de bens em circulação, defende a Associação Portuguesa de Operadores Logísticos.

A direção da APOL tem alertado o Governo para as dúvidas que o novo regime de bens em circulação tem levantado junto dos operadores logísticos e dos seus clientes. De acordo com a presidente da APOL, Carla Fernandes, “a burocracia aplicada centralmente às cadeias de abastecimento é um dado incompreensível quando o que buscamos é competitividade”.

A comunicação prévia e a devolução de um código em tempo útil às empresas produtoras e expedidoras poderá, no entender da associação, bloquear muitos transportes e aumentar os tempos de entrega, “condicionando o normal desenrolar da cadeia de abastecimento e introduzindo custos de contexto aparentemente injustificados, o que de modo inevitável terá consequências no preço final dos bens de consumo”.

Entretanto, nove associações formaram uma plataforma para a revisão do regime dos bens em circulação. Esta plataforma é constituída pela APED – Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, APOL – Associação Portuguesa de Operadores Logísticos, APAT – Associação dos Transitários de Portugal, AMD – Associação Portuguesa de Marketing Direto, API - Associação Portuguesa de Imprensa, ACIP – Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares, AIPAN – Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte e AIPL - Associação dos Industriais de Panificação de Lisboa.