Mais de 85% dos lojistas no Príncipe Real são portugueses

5 DEZEMBRO 2014
Uma das zonas que sentiu uma maior mudança nos últimos cinco anos a nível de comércio de rua, o Príncipe Real tem vindo a distinguir-se pelo posicionamento alternativo e pela forte presença de lojistas portugueses, os quais representam 87% do retalho presente neste bairro. Este é um dos destaques do “Lisbon Street Shopping”, o estudo da JLL, que analisa em detalhe cinco clusters de comércio de rua em Lisboa.

Segundo a consultora, grande parte dos lojistas presentes nesta zona, que conta com 8.700 metros quadrados de espaços comerciais ocupados, revelaram que mais de 80% das suas vendas são realizadas a estrangeiros.

De acordo com a JLL, do total dos 8,700 metros quadrados ocupados pelo comércio de rua, área da qual se excluem estes dois projetos comerciais, 55% são para novos conceitos ou lojas únicas, contra 10% ocupados por cadeias de retalho quer nacionais quer internacionais, e 35% pelo comércio tradicional.

O sector de moda e acessórios é o mais representativo (42% da oferta), sendo que grande parte destas lojas se dirigem ao segmento premium e, mais concretamente, ao premium alternativo, caracterizado pelo estilo “hippie chic”. Os produtos para casa e a decoração também têm vindo a ganhar expressão, contando com mais de 10 das 27 lojas presentes no Príncipe Real (contagem que considera o Entre Tanto e a Embaixada como dois espaços e não contabiliza o número de espaços aí integrados).

A restauração mais “trendy” é outra marca da oferta desta zona, onde têm aberto portas diversos novos restaurantes com este posicionamento, como são os casos do Prego da Peixaria, o The Decadente ou o recente Fluid.

Além da Embaixada, inaugurada em 2013, e do Entre Tanto, inaugurado em 2014, abriram 21 novas lojas desde 2012 nesta zona de Lisboa, onde a renda prime se situa atualmente nos 35 euros por metro quadrado por mês, com uma disponibilidade de apenas 860 metros quadrados de espaços para lojas.