Portugueses não sentiriam a falta de 89% das marcas

1 JULHO 2013

Os portugueses não sentiriam a falta de 89% das marcas se estas desaparecessem amanhã, revela o estudo “MeaningfulBrands”, desenvolvido pelo Havas Media Group. Apenas 5% das marcas são avaliadas pelos portugueses como contribuindo decisivamente para a qualidade de vida, destacando-se a Mimosa, a Google, a Compal e o Continente como as mais relevantes.

A crise veio elevar e reformular as expectativas dos consumidores e dos cidadãos na sua relação de troca de valor com as marcas. Em 2013, a ligação emocional com as pessoas e os resultados para o indivíduo ganham uma importância acrescida. Contudo, a maioria das marcas com melhores desempenhos adota uma estratégia holística, equilibrando os seus diferentes contributos para os indivíduos e a nível coletivo”, comenta Rui Almeida, diretor de Research do Havas Media Group Portugal.

No “ranking” global, a Mimosa assume a primeira posição, seguida pela Google, Compal, Continente e Olá que compõem o top 5 das “meaningfulbrands” 2013. De seguida, surgem a Worten, Nívea, Nestlé, Samsung, Delta, Nike e Danone. Este ano, uma grande parte das marcas do top 12 são nacionais e verifica-se um aumento de marcas ligadas ao sector da tecnologia. “A prevalência de marcas nacionais no top das marcas mais relevantes em 2013 não se trata de uma questão de nacionalismo. Prende-se, antes, com a excelência e consistência das estratégias que estas marcas têm vindo a desenvolver, proporcionando acesso aos produtos e serviços em condições económicas mais vantajosas e convenientes. Simultaneamente, têm vindo a enriquecer as suas propostas de valor com inovações, serviços alargados e adequação às necessidades atuais dos consumidores”, sublinha Rui Almeida.

As marcas cujo índice MBI observou uma maior subida face a 2012 foram a Nike, Worten, Peugeot, Coca-Cola e a Sagres. Por outro lado, a Nike, Worten, Coca-Cola, Mimosa, Continente, Nivea e Google fazem parte do grupo de “marcas florescentes”, ou seja, que já constavam do top 20 no estudo de 2012 e com maiores crescimentos em 2013.

À semelhança de em 2012, o sector melhor valorizado quanto à sua relevância é o de Alimentação & Bebidas, logo seguido do de Retalho, ambos com grande protagonismo ou visibilidade na vida quotidiana dos consumidores. De notar a crescente importância da área das Telecomunicações e TIC, que ganharam importância face aos Bens de Consumo.