Consumidores preferem “desconto direto”

9 JANEIRO 2015
De acordo com a análise GfK, o mercado português nos produtos tecnológicos tem-se caracterizado pelo aumento do número de ofertas e promoções e de consumidores adeptos do “desconto direto”.

Atualmente, há cada vez mais consumidores “promo-dependentes” e uma tendência crescente para comprar apenas quando há promoções. O desconto em talão dominava o panorama promocional em 2011, mas o aumento do número de promoções e a maior agressividade têm contribuído para o forte crescimento do desconto direto. Neste momento (2013 e 2014) as promoções de desconto direto concentram cerca de 80% das promoções sendo o veículo promocional por excelência para os produtos tecnológicos.

Embora se assista a algumas oscilações, parece haver espaço no mercado para folhetos e promoções mais direcionados, onde apenas uma área de produto é alvo de promoção. Mas com exceção de 2013, há uma ligeira penetração maior de promoções genéricas, ou seja, transversais a várias ou a todas as áreas de produto.

Considerando as campanhas de 3 ou menos dias como de curta duração (normalmente abrangem um fim de semana), assiste-se a uma clara aposta das diferentes insígnias em aumentarem o número de promoções deste tipo. No total do período em análise cerca de metade (47%) das promoções são campanhas de curta duração, mas mais relevante ainda é o facto de terem passado de 34 semanas onde não havia qualquer promoção “curta“, para 21 semanas, em 2012. Em 2013, apenas 10 semanas no ano estiveram ausentes deste tipo de promoção. É de notar que usualmente as promoções até 3 dias têm uma mensagem promocional bastante agressiva, nomeadamente descontos acima de 20% e fins de semana sem IVA.

Nos produtos tecnológicos, vive-se uma realidade em que a baixa no preço e a simultânea evolução tecnológica são constantes com as quais o negócio conta, pelo que não surpreende que nestes anos em análise a tendência do preço com e sem promoção seja similar. Observa-se uma redução nos preços médios significativa desde 2011 até à data. E mais do que baixar o preço médio, muitas vezes aquilo que se observa é que o consumidor aproveita a redução no preço para adquirir um produto mais evoluído tecnologicamente ou com características mais ricas, numa lógica de “mais por menos”.

As promoções e campanhas dos retalhistas nos bens tecnológicos estendem-se por todo o ano sendo mais difícil encontrar semanas sem promoção do que com fortes promoções. A nível de trimestres pode dizer-se que o primeiro trimestre é normalmente o mais calmo do ano, aumentando o número de promoções no 2.º e 3.º trimestres. Em 2012 e 2013 o último trimestre foi o que teve mais promoções embora em 2013 com pouca diferença face aos 2 trimestres anteriores.