IPAM lança “Slow Food Porto” para mudar hábitos de consumo a Norte

16 JANEIRO 2015
Mudar hábitos de consumo alimentares, promover as tradições do saber-fazer agroalimentar e a biodiversidade são os objetivos do projeto “Slow Food Porto”, que conjuga prazer e alimentação, com consciência e responsabilidade, defendendo uma cultura ecogastronómica.

A iniciativa partiu de uma ideia de Rui Rosa Dias, docente do IPAM - The Marketing School e especialista em marketing e economia agroalimentar, Catarina Domingos e Joana Afonso, marketeers, e Lurdes Madureira, professora do primeiro ciclo. Os fundadores convidaram quatro figuras da região – o empresário Manuel Serrão, o chef Álvaro Dinis, o professor Daniel Sá, diretor do IPAM Porto, e o jornalista Paulo Ferreira – para dar corpo a este movimento.

"Numa época em que a marca e o preço de um produto são os principais critérios de compra do consumidor, o “Slow Food Porto” pretende notar que existem mais benefícios se a opção recair em três pilares: ser bom (saber bem, ter qualidade e contribuir para a saúde); ser limpo (respeitar a biodiversidade e o ambiente); e ter um preço justo para produtor e consumidor. Estudos europeus revelam que, em média, quatro em cada cinco consumidores estão dispostos a pagar até 5% mais por um produto de qualidade superior", refere em comunicado. O combate ao desperdício alimentar é outras das bandeiras do movimento.

O Slow Food Porto quer assumir-se como um núcleo do movimento internacional, totalmente urbano e levar, assim, até à cidade, as vivências próprias da atividade mais rural, em prol de uma valorização mais equitativa da cadeia de valor. Representando 18 concelhos do distrito, a iniciativa conta já com quase uma centena de membros e entidades associadas, entre as quais se encontram a Nieeport, Cantinho das Aromáticas, 1000 Paladares, Casa de Mouraz, Soundwich e Cor da Tangerina. A curto prazo, o projeto espera reunir 500 associados e recuperar o conceito de petisco, disponibilizando-o nos parceiros do movimento.