Pauta aduaneira angolana sem efeito no sector de bebidas, diz administrador da Refriango

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23 JANEIRO 2015
A nova pauta aduaneira em Angola não teve efeito no sector das bebidas, afirmou Estêvão Daniel, administrador da Refriango, ao jornal Expansão.

Segundo o gestor, este sector ainda enfrenta a concorrência externa e fragilidades no controlo aduaneiro. Na análise que fez à atividade da Refriango em 2014, em que as vendas cresceram 5%, Estêvão Daniel sublinha que foi um ano difícil fruto da acentuada concorrência, incluindo de produtos importados, não obstante a entrada em vigor da nova pauta aduaneira. “Não notámos impacto nas vendas por via da pauta”, afirma o administrador da Refriango. “Infelizmente, os aumentos adotados não foram suficientes para tornar os produtos importados mais caros e, por isso, o consumidor não ajustou o seu padrão de consumo”.

A empresa, que também exporta para mercados como Portugal, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Congo e Benim, tem crescido também mais lentamente do que o esperado nos mercados internacionais. O administrador relembra que nem sempre é fácil exportar a partir de Angola, dadas as complexidades administrativas e as dificuldades logísticas, que atrasam e encarecem as exportações.

No ano passado, as exportações da Refriango atingiram os dois milhões de litros e a meta traçada para 2015 é de uma subida de 50%. A empresa tem vindo a apostar na sua capacidade industrial, com o investimento em quatro novas linhas de produção para águas, sumos e refrigerantes na fábrica de Viana e a inauguração de uma nova unidade no Huambo, que produzirá 35 milhões de litros até ao final deste ano.