Portugal é o país com maior crescimento no mercado mundial automóvel

29 JANEIRO 2015
O mais recente estudo do Observador Cetelem revela que Portugal é o país que apresenta um maior crescimento no mercado de veículos particulares novos (VPN) e, de acordo com as previsões, continuará a sê-lo em 2015. Este ano, o mercado nacional deverá chegar às 150 mil unidades e apresentar um crescimento de 7,1%, aumento bastante superior aos restantes países analisados. No top de países com previsão de maior crescimento em 2015 estão, depois de Portugal, a China e a Holanda com variações de 5,6% e 5,1%, respetivamente.

De uma forma global, o mercado automóvel apresenta um bom comportamento. Em 2013, as vendas de veículos de passageiros e de veículos comerciais ligeiros novos ultrapassou, pela primeira vez, o limite de 80 milhões de unidades, tendo crescido 4% face a 2012. Este crescimento do mercado mundial deveu-se essencialmente às regiões emergentes e em transição que cresceram 5% em 2013, ultrapassando os 50 milhões de unidades. Já as regiões desenvolvidas cresceram apenas 2,6% em 2013, tendo chegado aos 33 milhões de unidades. Contudo, esse valor está ainda longe dos quase 39 milhões registados antes da crise, em 2005.

Com 21 milhões de registos de veículos ligeiros novos em 2013, a China afirma-se como líder. O top dos mercados de veículos ligeiros novos é ainda constituído pelos Estados Unidos, com 15 milhões de registos e o Japão com 5 milhões. Já Portugal é, entre os catorze países analisados, aquele que apresenta o menor número de novos registos em 2013: apenas 124 mil unidades.

Assim, o crescimento dos mercados automóveis é essencialmente estimulado pelas regiões emergentes ou em transição. Esta tendência é notória quando se observa a evolução da quota de cada país nos registos totais de veículos ligeiros novos, entre 2005 e 2013. A China, que em 2005 representava 8,2% das vendas totais de veículos ligeiros novos, passou a representar mais do triplo (25,2%) em 2013. Inversamente, a Europa passou de uma quota de 22,2% em 2013, para uma quota de 13,4% em 2013.