Philips registou vendas de 6.500 milhões de euros no 4.º trimestre

30 JANEIRO 2015
As vendas da Philips atingiram os 6.500 milhões de euros, no quarto trimestre, descendo 2% em termos comparáveis.

O EBITA, excluindo os gastos de reestruturação, gastos relacionados com aquisições e outros itens, ascendeu a 743 milhões de euros, ou 11,4 % das vendas, comparado com 12,9% no quarto trimestre de 2013. Neste período, os ganhos líquidos da empresa totalizaram 134 milhões de euros, frente aos 412 milhões de euros do quarto trimestre do ano anterior. O cash flow disponível melhorou até aos 559 milhões de euros, em comparação com os 481 milhões de euros do período homólogo de 2013.

"O quarto trimestre sublinhou um desafiante 2014 para a Philips. Os nossos esforços de transformação continuaram a mostrar bons resultados, incluindo quando abordamos problemas de rendimento, com a progressão normal em mercados finais como China e Rússia, e impactos significativos com as mudanças cambiais mais fortes do que o previsto, especialmente nos mercados emergentes”, comenta Frans van Houten, CEO de Philips.

Na área de Consumo e Estilo de Vida (Consumer &Lifestyle), a Philips teve um desempenho bom no trimestre, com as vendas comparáveis a aumentarem 6%, continuando a tendência que mantém desde há três anos. O negócio de Health &Wellness teve um crescimento de dois dígitos e a Iluminação (Lighting) registou um aumento de 20% nas vendas de LED e ampliou as suas margens em LED apesar da forte erosão dos preços.

No cômputo geral do ano, as vendas comparáveis desceram 1% até aos 21.400 milhões de euros e o EBITA, excluindo os gastos de reestruturação, gastos relacionados com aquisições e outros itens, ascendeu a 1.900 milhões de euros, ou 9% das vendas, comparado com os 2.300 milhões, ou 10,5% das vendas em 2013. Os ganhos líquidos atingiram os 411 milhões de euros, frente aos 1.200 milhões de euros do exercício anterior. O cash flow disponível melhorou até os 497 milhões de euros, em comparação com os 82 milhões de euros de 2013, e o retorno sobre o capital investido foi de 4,5%, em comparação com 13,9% de 2013.

"Em geral, 2014 supôs um retrocesso na nossa trajetória”, continua Frans van Houten. “Entretanto tomámos ações claras para impulsionar um rendimento operacional mais forte em todos os nossos negócios e esperamos melhorias no crescimento das vendas e na margem de EBITA em 2015 e nos anos seguintes. No entanto, perspetivando o futuro, continuamos a ser cautelosos no que diz respeito a fatores macroeconómico, esperando alguma volatilidade em alguns dos nossos mercados finais. Também antecipamos outros gastos em 2015 e 2016, principalmente relacionados com a reestruturação e a separação”.

Devido a estes fatores, a Philips está um ponto percentual atrás para conseguir cada um dos objetivos para 2016 em crescimento das vendas comparáveis, EBITA e objetivos ROIC.

Em setembro do ano passado, a Philips anunciou o seu plano de separar-se em duas companhias independentes, posicionando cada uma delas de modo a melhor capitalizar as oportunidades em HealthTech e Soluções de Iluminação. O processo de separação levará aproximadamente entre 12 e 18 meses. Atualmente, a companhia estima que os custos da separação estarão entre os 300 e os 400 milhões de euros em 2015.