Confiança dos consumidores portugueses sobe pelo segundo trimestre consecutivo

2 FEVEREIRO 2015
A sombra do pessimismo regressou à Europa embora Portugal se destaque como uma das grandes exceções ao aumentar o índice de confiança dos consumidores até aos 55 pontos (+ 2 p.p.) no último trimestre de 2014. É o segundo trimestre consecutivo em que o país regista uma subida, de acordo com a conclusão do mais recente Estudo Global de Confiança dos Consumidores, elaborado pela consultora Nielsen.

Segundo este estudo, Portugal é uma das 12 exceções no continente onde a confiança aumentou em relação ao terceiro trimestre de 2014, enquanto em duas dezenas de mercados este índice retrocedeu - a confiança passou de 78 para 76 pontos.

Este aumento da confiança dos portugueses está relacionado com a evolução positiva do desemprego no país. No terceiro trimestre de 2014, a taxa de pessoas desempregadas em Portugal caiu até aos 13,1 %, o que representou a sexta descida consecutiva e o nível mais baixo desde o terceiro trimestre de 2011. Tudo isto permite que a confiança em Portugal tenha melhorado substancialmente num ano, passando dos 44 pontos do último trimestre de 2013 para os já referidos 55 do fecho de 2014.

Este número, no entanto, não é suficiente para os portugueses deixarem de encarar com preocupação o mercado de trabalho. Mais concretamente, nova em cada 10 pessoas considera que as perspetivas profissionais para os próximos 12 meses são más ou não muito boas, face aos 10% que se mostra confiante que irá viver um bom ano a nível profissional.

Esta preocupação com a situação profissional constata-se na perceção dos portugueses em relação ao momento atual vivido pelo seu país, já que 81% afirma que Portugal continua em recessão face a 19% que considera já ter deixado para trás esse estado. E parece que a recessão irá continuar a acompanhar os portugueses em 2015, pois apenas uma em cada 10 pessoas considera que a situação será ultrapassada ao longo dos próximos doze meses.

Também não são muito otimistas em relação à sua situação pessoal financeira. Duas em cada 10 pessoas consideram efetivamente que em 2015 o estado das suas finanças será positivo, face a 75% que encara os próximos doze meses com pessimismo.