Vendas da Diageo aquém das expectativas

4 FEVEREIRO 2015
Os lucros da Diageo estagnaram no segundo semestre do seu exercício fiscal, terminado a 31 de dezembro, numa consequência da desaceleração na China, Rússia e América do Norte.

As vendas líquidas caíram 0,1% em termos orgânicos, para os 5,9 mil milhões de libras, ficando abaixo das estimativas dos analistas que projetavam seis mil milhões. Os volumes melhoraram ligeiramente, apresentando uma queda de 1,9% face à descida de 3,5% reportada no primeiro semestre. Três das suas principais marcas, nomeadamente Johnnie Walker, Smirnoff e Captain Morgan, apresentaram quebras de, respetivamente, 12%, 3% e 4%.

As vendas de whisky escocês, que representam 26% das vendas líquidas da Diageo, caíram 6%, muito devido à fraca performance de Johnnie Walker. Esta descida foi parcialmente compensada pelo crescimento de Buchanan’s nos Estados Unidos da América e de Haig Club e Singleton.

As vendas de Guiness e Baileys também contraíram 4% e 5%, respetivamente, o que contrasta com o crescimento do gin Tanqueray, que cresceu 12%.

Segundo Ivan Menezes, CEO da Diageo, já foram tomadas as medidas necessárias para melhorar o desempenho das marcas e dos mercados que ficaram aquém das expectativas. “Neste semestre, adquirimos o controlo da USL, o que nos posiciona para criar um líder icónico na categoria de bebidas espirituosas num mercado atrativo. Chegámos também a acordo para adquirir a Don Julio, o que irá reforçar a nossa posição significativamente numa das categorias de maior crescimento”.

Esta é também a opinião de Jeremy Cunnington, analista sénior de bebidas alcoólicas na consultora Euromonitor, não obstante os resultados. “A Diageo encontra-se numa posição mais forte do que antes da crise devido a uma presença mais equilibrada nos mercados desenvolvidos e emergentes. Os resultados podem não refleti-lo no curto prazo mas a longo termo encontra-se numa boa posição para explorar oportunidades de crescimento ao nível internacional”.

De acordo com o consultor, o desempenho da região da América do Norte, impacto do preço do vodka, nomeadamente ao nível das promoções, e a tendência crescente de premiumização, particularmente nos whiskies, serão estratégicos nos resultados da Diageo.