Disposição de compra dos consumidores aumentou em 2014

5 FEVEREIRO 2015
Os indicadores das expectativas económicas e dos rendimentos, bem como a disposição para comprar aumentaram em finais do ano passado em quase todos os países da União Europeia (UE), apesar de ainda demorar algum tempo até os consumidores portugueses se encontrarem numa situação de terem dinheiro para grandes compras. O clima de consumo para a UE28 também melhorou em 1,3 pontos no último trimestre, encerrando o ano em 5,5 pontos. Estas são as conclusões da sondagem GfK Consumer Climate, em 14 países europeus.

No caso de Portugal, em 2014, a economia portuguesa voltou a registar um crescimento considerável, pela primeira vez desde 2010, o que se refletiu na disposição de compra do consumidor. As expectativas económicas continuaram a melhorar, de -12,4 pontos em dezembro de 2013 para 16,0 pontos em novembro de 2014. Este é o valor mais elevado desde março de 2000 (16,1 pontos). Os consumidores portugueses presumem manifestamente que o país superou a crise económica e financeira.

Este fator também beneficiou as expectativas dos rendimentos. Partindo de -24,2 pontos em janeiro de 2014, o indicador registou uma subida para 4,7 pontos em outubro, o nível mais elevado desde janeiro de 2010. Em virtude da evolução económica favorável, os consumidores parecem confiantes de que a situação nos mercados de trabalho continuará a melhorar, pelo facto de que o nível do desemprego irá diminuir. No final do ano, o indicador tinha registado uma ligeira queda para 2,6 pontos.

Em conformidade com as expectativas, a disposição para comprar ainda não beneficiou da melhoria das expectativas económicas e financeiras. Na sequência da longa crise económica, ainda demorará algum tempo até os consumidores portugueses se encontrarem numa situação de terem dinheiro para grandes compras. Devem em primeiro lugar ser capazes de voltar a cobrir as suas necessidades diárias sem quaisquer dificuldades. A tarefa agora é de estabilizar o crescimento económico e impulsionar o mercado de trabalho. Antes de a disposição para comprar poder voltar a registar valores positivos, o desemprego terá de baixar significativamente em conjunto com consideráveis aumentos nos salários e nos vencimentos. Em dezembro de 2013, o indicador encontrava-se em -38,7 pontos, ao passo que, exatamente um ano mais tarde, registava -31,1 pontos.