Portugal tem um parque automóvel cada vez mais envelhecido

5 FEVEREIRO 2015
Em Portugal, Espanha e Itália, devido à forte queda dos mercados automóveis durante os últimos anos, a idade média do parque automóvel aumentou dois anos, entre 2006 e 2013, ultrapassando a faixa dos 10 anos de idade média. No caso português, a idade média do parque automóvel chegou mesmo aos 10,6 anos, acima da média europeia que se situa nos 9,7. Estas são algumas das conclusões do mais recente estudo do Observador Cetelem, que analisou o envelhecimento do parque automóvel.

O estudo mostra ainda que a idade dos automóveis em circulação varia entre os diferentes países, nomeadamente na Europa, onde existem grandes disparidades. Com uma idade média de 7,6 anos, o Reino Unido possui o parque automóvel mais jovem da Europa, graças ao canal “empresas” que, mais do que em qualquer outro país, efetua a renovação da sua frota com maior frequência do que os agregados familiares privados. No outro extremo está a Polónia, onde os automóveis em circulação têm em média 16 anos.

À semelhança do que acontece na Europa do Sul, também nos Estados Unidos se verifica um envelhecimento significativo do parque automóvel. Se em 2006 a idade média do parque automóvel americano era de 9 anos, atualmente é já superior a 11 anos. No Japão, onde existe um imposto sobre a propriedade que penaliza os veículos mais antigos, a tendência é para a estabilização do parque automóvel, que ronda os 8 anos de idade média.

De entre os países analisados pelo Observador Cetelem, a China, cujo mercado automóvel era quase inexistente antes do ano 2000, apresenta-se como uma verdadeira exceção tendo um parque automóvel consideravelmente mais jovem, com uma média de 4,6 anos.

Os casos de incentivos ao abate não foram suficientes para acabar com o envelhecimento do parque automóvel na Europa. O Observador Cetelem já dava conta de um parque envelhecido de 7,9 anos em 2006; situação que continuou a progredir ultrapassando agora a média dos 9 anos na Europa e de 10,6 anos em Portugal”, explica Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.