Novo recorde trimestral para o investimento global em imobiliário comercial

11 FEVEREIRO 2015
O investimento direto em imobiliário comercial a nível global atingiu um novo recorde no último trimestre de 2014, de acordo com a JLL. O volume transacionado no quarto trimestre atingiu os 218 mil milhões de dólares, elevando para 700 mil milhões de dólares o volume total investido em 2014, num crescimento de 18% face a 2013, de acordo com os dados preliminares apurados pela consultora.

O continente americano e a Europa foram o motor para o crescimento global, com a recuperação económica quer dos EUA quer do Reino Unido a desempenhar um papel muito relevante. Já a atividade na região da Ásia-Pacífico ficou aquém na maior parte do ano, mas um último trimestre forte fez com que recuperasse para valores em linha com os níveis de 2013”, avança Arthur de Haast, Lead Director do International Capital Group na JLL. “Ainda que o grau de incerteza no mundo seja agora mais elevado do que há 12 meses atrás, o investimento imobiliário direto deverá manter-se atrativo face a um cenário de baixas taxas de juro, pelo que antevemos volumes transacionados entre os 730 e os 750 mil milhões de dólares em 2015, naquele que será o sexto ano consecutivo de crescimento deste indicador”.

Após o forte crescimento sentido na atividade transacional ao longo dos últimos seis anos, a evolução em 2015 poderá ser mais moderada à medida que os investidores ponderam quais os seus próximos passos. “A economia global enfrenta novos desafios com a mudança da política monetária nos EUA, na Zona Euro e no Japão; com eleições cruciais em países como o Reino Unido, Espanha, Canadá e os recentes resultados eleitorais na Grécia e com a economia chinesa a prever um nível mais baixo de crescimento do PIB. Contudo, os macro indicadores do investimento em imobiliário mantêm-se, além de que a captação de fundos foi forte em 2014, as instituições continuam a alocar mais dinheiro ao investimento imobiliário direto e as economias emergentes estão a flexibilizar as regras relativas à exportação de capital”, acrescenta David Green-Morgan, Global Capital Markets Research Director na JLL.

O continente americano continuou a liderar em termos globais, com volumes de 298 mil milhões de dólares em 2014, num crescimento de 24% em relação a 2013. Este valor foi impulsionado por um último trimestre forte nos EUA, onde os volumes transacionados atingiram perto de 85 mil milhões de dólaees, 6% acima do registado no último trimestre de 2013. Os EUA, Brasil e o México mantiveram um bom ritmo transacional ao longo do ano, ao passo que o desempenho do Canadá ficou ligeiramente abaixo de 2013.

Na Europa, o ritmo de crescimento do volume transacionado quase se equiparou ao do continente americano, aumentando 21% para 267 mil milhões de dólares no total do ano. Enquanto os maiores mercados - Reino Unido, França e a Alemanha – registaram um crescimento sólido de 17%, alguns dos mercados de menor dimensão tiveram uma taxa de crescimento consideravelmente superior: países nórdicos (41%), Europa Central e de Leste (51%), Benelux (61%) e Europa do Sul (70%).

Na Ásia-Pacífico, um último trimestre mais forte do que o previsto colocou a região novamente em linha com os níveis de atividade de 2013. O volume de 42 mil milhões de d´olares registado no quarto trimestre é o resultado trimestral mais elevado na região e traduz um crescimento de quase 40% em relação ao terceiro trimestre, tendo sido impulsionado por um aumento da atividade na China e na Coreia do Sul, os mercados que sustentaram a atividade na região ao longo de 2014. No acumulado de 2014 os volumes transacionados foram de 128 mil milhões de dólares, com a Austrália (+ 17%) e o Japão (+ 4%) a registar performances mais fortes que em 2013, ao passo que o desempenho da China ficou abaixo em 20% face ao ano anterior.