Vendas do Grupo DIA em Portugal caem 7,2%

23 FEVEREIRO 2015
As vendas brutas do Grupo DIA no mercado português alcançaram os 876,1 milhões de euros, no exercício de 2014, caindo 7,2% face ao ano anterior.

Globalmente, as vendas do grupo de retalho espanhol cresceram 9,9%, para os 9.400 milhões de euros, destacando-se o desempenho dos mercados emergentes, onde o ritmo de crescimento ronda os 31%. O ano foi de recorde de aberturas na Argentina e no Brasil, com 213 lojas. Na região ibérica, fruto do ambiente económico difícil e da tendência deflacionista, as vendas sofreram uma ligeira contração de 0,8%. Espanha teve, mesmo assim, uma performance melhor que a de Portugal, com as vendas brutas a recuperarem 0,4%, para os 5.219 milhões de euros, não obstante o impacto que a queda dos preços tem no sector do retalho.

No fecho do exercício, o lucro líquido ajustado totalizou 267 milhões de euros, 8,4% mais que em 2013. O lucro líquido atribuído aumentou 57%, até aos 329 milhões de euros, beneficiando da venda dos ativos em França. O EBITDA ajustado situou-se nos 585 milhões de euros e a margem sobre as vendas manteve-se estável nos 7,3%.

No balanço do exercício de 2014, Ricardo Currás, CEO do Grupo DIA, destaca a venda do negócio francês, a aquisição das lojas El Árbol em Espanha e a integração da Schlecker. “Foram transformadas mais de 600 lojas Schlecker na nova insígnia Clarel e lançaram-se mais de mil novas referências de marca própria”. O grupo apostou, ainda, na expansão da sua rede de lojas, abrindo mais de 400 novos pontos de venda próprios e 325 franquias.

Para este ano, o gestor antecipa “uma combinação ideal de crescimento e sustentabilidade nos mercados principais”. Em Espanha, a estratégia assentará na exploração de oportunidades que permitam consolidar a posição de mercado do DIA, ao passo que na Argentina e no Brasil se apostará na expansão rápida do modelo de negócio. Já em Portugal, a estratégia para recuperar vendas e contrariar a tendência negativa do último exercício passa por uma forte aposta no investimento, seja através de novos conceitos, seja pela abertura de novas lojas, como também por um maior apoio e proximidade com os franchisados.