6 em cada 10 consumidores compram após interação com marcas nas redes sociais

Redes sociais

25 FEVEREIRO 2015
Seis em cada dez consumidores que interagiram com as suas marcas preferidas através das redes sociais reconhecem que isso os incentivou a comprar mais, segundo o estudo “Total Retail 2015” da PwC.

Mais do que ferramentas de comunicação, as redes sociais estão a ser utilizadas para obter promoções e descontos exclusivos (45%), para pesquisar produtos antes de os comprar (24%), seguir as recomendações de um amigo ou especialista (24%) ou para participar em concursos e passatempos (19%). Mais de metade dos consumidores inquiridos pela PwC destaca o Facebook como a rede social mais utilizada no âmbito das compras. “Investir numa estratégia nas redes sociais que melhore a imagem da marca, otimize o seu site “mobile”, se centre no posicionamento nos motores de busca ou na geração de tráfego direto, através de ofertas ou promoções específicas, e tudo isto integrado na estratégia de negócio, será a chave para as empresas do sector nos próximos anos”, sublinha a PwC.

O estudo revela, contudo, que a desconfiança face aos meios de pagamento móveis continua a ser o principal entrave na hora de fazer compras pela Internet e 66% dos inquiridos estão preocupados que lhes roubem os dados dos seus cartões de crédito. Motivo pelo qual as lojas físicas se mantêm como o principal ponto de venda para os consumidores: 36% reconhecem visitar semanalmente uma loja física, comparativamente aos 20% que compram online através do computador, 11% através do smartphone e 10% através do tablet. As principais razões prendem-se com o facto de permitir tocar e experimentar o produto (60%) e com a entrega imediata (53%).

Não obstante, as lojas físicas têm de evoluir no sentido de aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelas tecnologias móveis, não podendo ser apenas um lugar para a compra. “Devem sofisticar-se com o objetivo de proporcionar ao consumidor uma experiência distinta. O seu formato deverá evoluir para um novo modelo de loja mais personalizada, como ponto de encontro da compra online/offline e um local onde o consumidor pode viver uma experiência diferente”, alerta o estudo.