Governo angolano aponta especulação na subida dos preços dos alimentos

Governo angolano aponta especulação na subida dos preços dos alimentos

25 FEVEREIRO 2015
Vários produtos alimentares aumentaram de preço até 50%, nas últimas semanas, em Angola, facto que Rosa Pacavira, ministra do Comércio daquele país, atribui à especulação dos empresários face à falta de divisas e à anunciada imposição de quotas de importação, avança a Lusa.

De acordo com a ministra, os produtos foram importados anteriormente, o que não justifica o aumento dos preços. "Não há necessidade da subida dos preços, isso vem apenas prejudicar a população. O poder de compra tem estado a baixar, os preços subiram entre 41% e 50%, o que é totalmente exagerado”.

Este aumento de preços afeta também os produtos locais. Rosa Pacavira assegura que estão a ser tomadas medidas, nomeadamente no âmbito da fiscalização, para travar esta subida de preços em Angola. Segundo a Lusa, o arroz é um dos produtos que mais tem encarecido, custando praticamente o dobro.

Numa operação realizada entre 12 e 13 de fevereiro em todo o país, os agentes da polícia económica angolana detetaram 50 casos de especulação de preços em grandes superfícies. Os empresários justificaram os aumentos com a forte desvalorização que o kwanza, a moeda nacional angolana, tem vindo a sofrer face dólar, devido à redução da entrada de divisas no país com a quebra nas receitas petrolíferas.

Há, também, denúncias públicas de comerciantes que estarão a arrecadar mercadoria importada ainda em 2014, para aproveitarem a subida de preços prevista a partir de março, aquando da introdução do sistema de quotas de importação para produtos onde haja oferta local. Por exemplo, os refrigerantes e bebidas ficam limitados a 950 mil hectolitros e é fixada uma limitação de 156 milhões de unidades à importação de ovos, em 2015.