Novo recorde trimestral para o investimento global em imobiliário comercial

Novo recorde trimestral para o investimento global em imobiliário comercial

26 FEVEREIRO 2015
O investimento direto em imobiliário comercial a nível global atingiu um novo recorde no último trimestre de 2014, de acordo com a JLL. O volume transacionado no quarto trimestre atingiu os 218 mil milhões de dólares, elevando para 700 mil milhões de dólares o volume total investido em 2014, num crescimento de 18% face a 2013, de acordo com os dados preliminares apurados pela consultora.

O continente americano e a Europa foram o motor para o crescimento global, com a recuperação económica quer dos EUA quer do Reino Unido a desempenhar um papel muito relevante. Já a atividade na região da Ásia-Pacífico ficou aquém na maior parte do ano, mas um último trimestre forte fez com que recuperasse para valores em linha com os níveis de 2013”, avança Arthur de Haast, Lead Director do International Capital Group na JLL. “Ainda que o grau de incerteza no mundo seja agora mais elevado do que há 12 meses atrás, o investimento imobiliário direto deverá manter-se atrativo face a um cenário de baixas taxas de juro, pelo que antevemos volumes transacionados entre os 730 e os 750 mil milhões de dólares em 2015, naquele que será o sexto ano consecutivo de crescimento deste indicador”.

Após o forte crescimento sentido na atividade transacional ao longo dos últimos seis anos, a evolução em 2015 poderá ser mais moderada à medida que os investidores ponderam quais os seus próximos passos. “A economia global enfrenta novos desafios com a mudança da política monetária nos EUA, na Zona Euro e no Japão; com eleições cruciais em países como o Reino Unido, Espanha, Canadá e os recentes resultados eleitorais na Grécia e com a economia chinesa a prever um nível mais baixo de crescimento do PIB. Contudo, os macro indicadores do investimento em imobiliário mantêm-se, além de que a captação de fundos foi forte em 2014, as instituições continuam a alocar mais dinheiro ao investimento imobiliário direto e as economias emergentes estão a flexibilizar as regras relativas à exportação de capital”, acrescenta David Green-Morgan, Global Capital Markets Research Director na JLL.