Mulheres são menos preocupadas com as ameaças na Internet

13 MARÇO 2015
Apenas 18% das mulheres acreditam que podem ser vítimas dos cibercriminosos, enquanto 27% dos homens consideram que tal é possível, segundo os resultados de um estudo realizado pela Kaspersky Lab em colaboração com a B2B International.

Geralmente as mulheres sabem menos sobre ciberameaças do que os homens. 26% dos homens e 39% das mulheres na Europa não têm consciência para o perigo do ransomware; 21% dos homens e 34% das mulheres sabem pouco sobre malware móvel e 22% dos homens e 37% das mulheres têm uma ideia muito limitada sobre o que é um exploit.

Quando permitem que outras pessoas usem os seus dispositivos principais, 32% das mulheres não toma medidas para proteger os seus dados, 28% dos homens se comporta da mesma maneira. 41% dos homens e 35% das mulheres fazem cópia de segurança dos dados.

Neste estudo se depreende que, durante um período de 12 meses, houve mais homens do que mulheres a enfrentar incidentes de malware (32% contra 25%), embora as mulheres sejam mais propensas a sofrer consequências financeiras (8% contra 12%). De uma maneira geral, os homens compram programas concebidos para limpar o sistema ou para o proteger, enquanto as mulheres preferem recorrer a profissionais de TI para obter ajuda.

Em 2014, os ciberataques dirigidos aos dados financeiros dos utilizadores concentraram-se em 54% dos homens, mas apenas em 49% das mulheres. Isto pode dever-se ao facto de as mulheres estarem especialmente preocupadas com a segurança das suas transações financeiras em comparação com outras atividades online.

Deste modo, 60% dos homens e 63% das mulheres mostram preocupação com o risco de fraude que afete as suas contas bancárias, enquanto 43% dos homens e 49% das mulheres se sentem vulneráveis ao realizar pagamentos online. Além disso, as mulheres inquiridas estão um pouco mais preocupadas do que os homens de poderem ser espiadas através da sua câmara web - 44% contra 39%, respetivamente.