Hábitos controlam 95% do comportamento de compra

Neuromarketing

25 MARÇO 2015
Barcelona é até ao dia 27 de março a capital mundial do Neuromarketing. Este primeiro dia do Neuromarketing World Forum foi dedicado ao fundamental, o que é o Neuromarketing, como funciona e como pode ser usado pelas empresas para melhorar as suas estratégias e a satisfação dos seus clientes e consumidores.

Sob o lema "Introdução ao Neuromarketing", passaram pelas duas salas mais de 300 profissionais dos mais diversos sectores, num dia de consternação e emoção pela queda de uma aeronave da German Wings partida de Barcelona.

Quando se discute Neuromarketing tenta-se perceber o subconsciente dos comportamentos e, de acordo com Neale Martin, os hábitos têm um papel fundamental. Segundo o CEO da Sublime Behavior Marketing, os hábitos controlam 95% do comportamento de compra, algo geralmente ignorado pelos marketeers. É, por isso, fundamental quebrar os comportamentos habituais e perceber como o cérebro funciona no mundo real. Verdade ou não, a história do sabonete da P&G que flutuava demonstra que não basta seguir o consumidor, há que quebrar com os hábitos e perceber o que realmente querem e o que se pode oferecer. E fica a pergunta, onde para a Nokia?

O exemplo da Binter Airlines Maintenance demonstra que nem só de produtos de grande consumo se faz o Neuromarketing, segundo a sua diretora comercial, Bárbara Iglesias. O exemplo mostra a importância de criar uma ligação emocional com os clientes num mercado em que, até à data, toda a discussão era à volta de motores, peças e cockpits. Através de um programa relacional, a Binter ajudou os seus clientes a terem uma experiência mais descontraída, podendo acompanhar à distância a manutenção do seu pequeno avião.

Mas o dia foi também feito de líderes na área, discutindo o que os diretores de Marketing e CMO's querem e podem obter do Neuromarketing, bem como as mais recentes tendências. De acordo com Jaime Romano, a comparação entre as técnicas de EEG's e de medição de emoções psicológicas permite concluir que "o amor não está no ar, mas no coração" ("love isn't in the Air, but in the Heart").

A jornada promete no segundo dia, com uma especial atenção na aplicação do Neuromarketing à publicidade.

Miguel Galante, em Barcelona
Este artigo foi escrito pela Grande Consumo em colaboração com a TouchPoint Consulting.