Quebra do consumo leva cervejeiras angolanas a reduzir produção

Quebra do consumo leva cervejeiras angolanas a reduzir produção

7 ABRIL 2015
A quebra na procura está a levar as cervejeiras angolanas EKA e Nocal a reduzir a produção em 10% a 20% face a 2014.

Segundo o jornal Expansão, numa altura em que sobe o custo com combustíveis, há também um excedente de cervejas importadas no mercado angolano. Philippe Frederic, administrador delegado do Grupo Castel, explica que as cervejeiras do grupo têm uma capacidade total de produção de mais de 10,5 milhões de hectolitros por ano, que é superior ao consumo, motivo pelo qual defende a necessidade de manter a importação em níveis controlados, como os definidos pelas quotas de importação, fixadas, em 2015, nos 40 milhões de litros de cerveja.

Philippe Frederic encara como salutar a entrada de mais cervejeiras no mercado angolano, que doravante serão “forçadas” a produzir no país. O administrador do grupo francês, que também controla a marca Cuca, afirma que a política do grupo é “fazer produtos de qualidade em todo o tipo de formatos”, tendo vindo a investir na adaptação das suas linhas de produção e de enchimento.