32% dos portugueses sem capacidade de suportar despesas inesperadas

8 ABRIL 2015
Uma parte considerável dos consumidores portugueses (32%) admite não ter qualquer capacidade de suportar uma despesa mensal extra, como consertos de automóvel, coimas, tratamentos médicos, obras em casa, entre outros. Uma percentagem bastante acima da registada pelo mesmo inquérito no ano passado (24%) e em 2013 (10%). Estas são conclusões do mais recente estudo do Cetelem, que analisou o nível de literacia financeira dos consumidores portugueses.

Questionados sobre a sua capacidade de suportar despesas mensais extra, são muitos os consumidores (36%) a não saberem ou não quererem responder. Quanto aos inquiridos que afirmam ter capacidade para fazer face a despesas inesperadas, estes são menos de metade (42%) e o valor disponível para o efeito é muito variável.

A análise constata que quanto maior o valor da despesa extra, menos são os consumidores com capacidade para a suportar. Quando surge uma despesa inesperada, cerca de 15% dos portugueses diz conseguir suportar até 100 euros num mês. Há ainda 9% de indivíduos a afirmar conseguir fazer face a gastos extra até 250 euros, 8% até 500 euros e 6% até 1.000 euros num mês. Apenas 3% dos inquiridos diz ter capacidade para fazer face a despesas até aos 4.000 euros e é praticamente residual a percentagem de consumidores a poder ir além desse valor (1%).

Apesar dos sinais de retoma económica, constatamos que a percentagem de portugueses sem qualquer capacidade para fazer face a despesas mensais inesperadas continua a aumentar. Para muitas famílias, o peso das despesas fixas no seu orçamento é tal que resta pouco espaço para gastos extras. É, por isso, necessária uma grande ginástica orçamental para conseguir enfrentar despesas inesperadas sem recorrer a nenhum empréstimo”, explica Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.