Sony com lucros pela primeira vez em cinco anos

10 MAIO 2013
Após cinco anos de prejuízos, a Sony regressou aos lucros, com 43 mil milhões de ienes, cerca de 410 milhões de euros, no ano fiscal concluído em março. Resultados que contrastam com a perda de 457 mil milhões de há um ano.

A empresa atribui esta melhoria à reestruturação que levou a cabo e que incluiu a venda de uma grande parte dos seus ativos, nomeadamente de um edifício da empresa em Nova Iorque e outro no Japão, e ao desempenho de várias atividades, mesmo que outras áreas de negócio continuem a debater-se com dificuldades, caso dos videojogos. A multinacional japonesa tem feito, nos últimos anos, alterações significativas ao seu modelo de gestão, numa tentativa de contrariar a queda das vendas de produtos como telemóveis ou televisões, e que passaram também pela saída de pessoal.

Neste exercício, as vendas anuais da Sony aumentaram em valor. A empresa minimizou os maus resultados da sua divisão de TV, modificando os processos de logística e de fabrico. O volume de negócios aumentou 4,7% comparativamente ao período homólogo de 2012, graças à integração, na sua totalidade, da sua filial de comunicações móveis, a antiga Sony Ericsson.

No início deste ano, à margem do Consumer Electronics Show, Kazuho Hirai, diretor geral do grupo japonês, tinha confirmado esta estratégia da Sony, que pretende desfazer-se dos seus ativos não estratégicos para recentrar o negócio na eletrónica de consumo, com esforços redobrados nas áreas dos telemóveis, tablets e videojogos, de forma a ganhar quota de mercado aos seus principais concorrentes, nomeadamente a Samsung. "A discussão sobre a venda de ativos estende-se a todas as unidades que não correspondam realmente ao negócio 'core" da Sony", sublinhou, acrescentado que a empresa conservaria as filiais que contribuam para a retoma da atividade na área da televisão. Esta área de negócio está a ser reorganizada desde 2011, após os sucessivos prejuízos que vinha apresentando. O modelo assenta na divisão em três grandes áreas - LCD, "outsourcing" e televisores de próxima geração - de modo a tornar este negócio mais fácil de gerir e mais rentável já no final do ano fiscal que terminará em março de 2014.

Com a cortesia da Revismarket.