CEO recusa prometer melhorias nas vendas da Tesco

6 JUNHO 2014
O CEO da Tesco, Philip Clarke, revelou que não está pronto para prometer uma melhoria no crescimento das vendas, após a rede de supermercados ter reportado queda mais acentuada de vendas de sempre da empresa com quatro décadas.

"Não vou fazer nenhuma promessa sobre melhorias de vendas nos próximos trimestres", afirmou Philip Clarke numa teleconferência.

As vendas nas lojas abertas há pelo menos um ano no mercado britânico caíram 3,8%, excluindo gasolina e impostos sobre valor agregado, no período findo em 24 de maio. Esta foi a terceira queda trimestral em linha reta e em comparação com a média das estimativas de 14 analistas, que apontavam para uma queda de 4%.

Há três anos à frente da empresa, Philip Clarke foi incapaz de travar a perda de quota de mercado da Tesco, com os clientes a abandonarem a cadeia pelos preços mais baixos do Aldi e do Lidl e pelos produtos de luxo da Waitrose. Este ano, a redução dos preços da Tesco não foi tão longe quanto a de alguns concorrentes e até agora a insígnia não conseguiu atrair clientes de volta.

A Tesco já gastou mais de 1,228 mil milhões de euros a reformular as lojas, treino de funcionários e na implementação das cafetarias Harris & Hoole e da cadeia de restaurantes  Giraffe nos seus hipermercados. A aceleração dos planos da empresa está a prejudicar o desempenho a curto prazo, segundo Philip Clarke.

Corte de preços e uma preferência crescente dos clientes para fazer compras em discounters estão a pesar sobre o crescimento do sector do retalho britânico. O mercado cresceu 1,7% no período de 12 semanas terminadas em 25 de maio, o ritmo mais lento em pelo menos 11 anos, afirmou a Kantar Worldpanel.

A nível internacional, as vendas caíram 2,2% numa base comparável no último trimestre, abaixo da queda de 3,2% do período anterior. A Ásia testemunhou uma melhoria, enquanto as vendas aumentaram na República Checa, Hungria, Polónia e Turquia.