Cabinas de prova digitais seduzem 12% dos consumidores portugueses

12 JUNHO 2014
Cabinas de prova digitais que tiram foto com o vestuário que o consumidor está a experimentar e que lhe permitem de seguida publicar a foto nas redes sociais para obter a opinião dos amigos é algo que portugueses (71%) e europeus (64%) ainda consideram pouco útil, mas é uma opção que interessa a 12% dos portugueses. O mesmo estudo conclui que os serviços que permitem poupar tempo parecem estar nas preferências dos consumidores.
 
Os cabides do vestuário com número de “Gostos” recolhidos pelos artigos no Facebook não é considerada uma opção muito atraente para os consumidores. 68% dos consumidores portugueses não o considera útil (a média europeia chega aos 67%). Apenas 14% dos portugueses identifica esta opção como “muito útil”.
 
As paredes digitais, situadas nos locais de passagem, que permitem fazer encomendas através da digitalização de códigos QR atraem um número considerável de adeptos: 41% dos europeus e 38% dos portugueses. O papel do vendedor continua a ser valorizado pelos consumidores, o que motiva quase três europeus em cada dez a fazer marcações, através da Internet, com vendedores especializados, para que estes estejam disponíveis quando chegarem à loja. Para mais de um consumidor em cada dois, este serviço daria mesmo vontade de regressar às lojas no dia seguinte.
 
Quanto à utilização do “smartphone” nas lojas físicas, 23% dos europeus admitem digitalizar os códigos QR dos produtos e 37% ainda não o fazem, mas consideram esta aplicação muito útil. Do mesmo modo, 39% dos europeus já recorreram aos equipamentos colocados à sua disposição (“tablets” ou terminais interativos) para aceder a informações mais detalhadas sobre os produtos e outros 36% ponderam fazê-lo no futuro.
 
É já um hábito para os consumidores consultarem comparadores de preços antes de comprar online, mas é também cada vez mais frequente a consulta destas ferramentas na própria loja: 41% dos europeus já o fazem e 32% manifestam interesse em fazê-lo futuramente. Também os terminais direcionais, que servem para localizar lojas e produtos, são utilizados por uma percentagem considerável de consumidores (31%).
 
Menos cativante parece ser a consulta das redes sociais no momento da compra. Apenas 23% dos europeus acedem à opinião das redes sociais sobre produtos e somente 26% não o fazem mas consideram útil. De igual modo, são ainda poucos os consumidores que se fotografam nas compras e partilham nas redes sociais (23%) e ainda menos aqueles que ponderam fazê-lo (21%).