Jerónimo Martins aumenta lucros em 4% no trimestre

Jerónimo Martins aumenta lucros em 4% no trimestre

29 ABRIL 2015
A Jerónimo Martins SGPS encerrou o primeiro trimestre de 2015 com um lucro de 65 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 4% no período registado entre janeiro e março do presente exercício. Já as vendas consolidadas atingiram os 3.187 milhões de euros, ou seja, mais 9,6% face ao mesmo período de 2014 (excluindo o efeito cambial negativo), refletindo ganhos de quota em Portugal e Polónia. O EBITDA atingiu os 166 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 5%.

Em comunicado, a dona do Pingo Doce, Recheio e Biedronka destaca, ainda, “as promoções e a competitividade pelo preço que continuam a dominar o sector do retalho alimentar”, tanto em Portugal como na Polónia. Mercado onde a deflação alimentar aumentou, atingindo -3,7% no primeiro trimestre deste ano, que compara com -2,6% no último trimestre de 2014.

As vendas totais da Biedronka cresceram 11,2% para 2.172 milhões de euros e o crescimento "like-for-like" (LFL) atingiu 2,9%, já incorporando a deflação interna de -3,8%. A progressão sólida dos volumes refletiu já as mudanças em curso ao nível da oferta, bem como o efeito positivo de calendário relacionado com a Páscoa. Nos primeiros três meses do ano, a companhia abriu 58 lojas, contando, na comparação do primeiro trimestre de 2015 com o primeiro trimestre de 2014, com mais 234 lojas. “Nos primeiros três meses do ano, concretizaram-se 58 aberturas de loja e, de acordo com a GfK, a Biedronka reforçou a sua quota de mercado em 2,3 pontos percentuais em janeiro e fevereiro”, destaca a empresa em comunicado.

Em Portugal, a inflação alimentar regressou a terreno positivo, atingindo uma média de 0,1% no primeiro trimestre, uma melhoria face à deflação de -0,5% registada no último trimestre de 2014. Apoiado por atividades promocionais continuadas, o Pingo Doce apurou uma subida das vendas totais em 3,9% (4,7% excluindo combustível) para 772 milhões de euros e as vendas LFL, excluindo combustível, aumentaram 4,2%. Nota para o aumento do sortido de marca própria nas lojas Pingo Doce no período analisado e que representa 36,5% das vendas.

Já o Recheio registou um crescimento LFL de 4,7% no trimestre, enquanto, por sua vez, a Ara e a Hebe geraram vendas de 49 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, em comparação com 29 milhões de euros registados no 1.º trimestre de 2014. “Ambas as insígnias avançaram na preparação da expansão para o ano e a Ara continuou com a construção do segundo centro de distribuição que irá servir a região da costa do Caribe”, pode-se ler no documento.

Em linha com as nossas expectativas, tivemos um bom início de ano, apesar da deflação alimentar continuar a colocar desafios às nossas operações, especialmente na Polónia. As mudanças em curso ao nível da oferta impulsionaram as vendas LFL em volume da Biedronka. Em Portugal, tanto o Pingo Doce como o Recheio registaram um forte crescimento de vendas. Na Colômbia, a confirmação da oportunidade de mercado dá-nos toda a confiança para começar a operar numa nova região já no segundo semestre do ano. Em suma, as nossas insígnias deram provas de estar bem preparadas para cumprir os objetivos traçados e para lidar com a incerteza relativa à deflação alimentar que deve permanecer durante o ano”, sustenta Pedro Soares dos Santos, presidente do Conselho de Administração e administrador-delegado do grupo.