Portugueses são dos que mais valorizam papel do vendedor

4 JULHO 2014
Para a maioria dos portugueses (78%), o acompanhamento por um vendedor que ajuda na procura dos produtos pretendidos é uma forte exigência e pode motivar a frequentar mais as lojas físicas.

Segundo um estudo recente do Observador Cetelem, apenas os polacos (86%) e os checos (84%) valorizam mais o papel do vendedor.

De entre as várias qualidades do vendedor, os consumidores portugueses valorizam particularmente a sua especialização no assunto (74%), a qualidade do conselho (71%) e a força da sua proposta (66%), um pouco à semelhança da generalidade dos europeus.

Em menor número, os portugueses valorizam também a independência de espírito do vendedor (37%), a sua flexibilidade nas condições de pagamento (31%), a recompensa pela fidelização (25%) e o facto de serem reconhecidos pelo vendedor quando chegam à loja (25%). Portugal é, aliás, um dos países que mais valoriza esta última qualidade, sendo apenas ultrapassado pela Alemanha (37%) e Hungria (29%).

O estudo revela ainda que, para o consumidor, o vendedor continua a estar no centro do diapositivo de venda. A maioria dos portugueses pensa que terá sempre a mesma necessidade, ou até mais, de um vendedor nos concessionários automóveis (84%), nas lojas de eletrodomésticos (81%), na compra de equipamentos de TV, Hi-Fi e vídeo (78%) e nas lojas de decoração e mobiliário de habitação (77%). “A Internet, os terminais interativos e os tablets não vieram substituir o papel do vendedor, são sim ferramentas complementares de auxílio à venda. Nesta análise do Observador Cetelem percebemos que estes dispositivos podem ser utilizados para gerar fluxos nas lojas, aumentar a fidelização dos consumidores e desempenhar um papel essencial nos seus percursos de compra”, afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem em Portugal.