APED preocupada com a taxa sobre sacos de plástico

11 JULHO 2014
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) vê com preocupação a possibilidade de ser introduzida uma taxa de 10 cêntimos sobre cada saco de plástico leve, um valor que considera elevado e exagerado, alertando para os efeitos negativos da criação de mais um imposto sobre o consumo e sobre os portugueses.

Os associados da APED são pioneiros na adoção de práticas de consumo sustentável e desenvolvem diversas medidas junto do consumidor, entre as quais campanhas de sensibilização para a redução do consumo de sacos plástico. Houve sempre um grande esforço e compromisso nesse sentido. O que não podemos aceitar é a criação encapotada de mais um imposto sobre o consumo e as famílias portuguesas, sob o pretexto da proteção do ambiente”, afirma Ana Isabel Trigo Morais, diretora geral da APED.

A iniciativa Saco Verde, lançada pela APED, por exemplo, regista um grande historial de sucesso e adesão por parte dos consumidores, com cerca de 11 milhões de sacos vendidos desde o seu lançamento. Por outro lado, alguns associados têm já introduzido o pagamento simbólico dos sacos de plástico de forma a desincentivar uma utilização excessiva. “A cobrança de 10 cêntimos parece-nos, no entanto, exagerada e desajustada. A ser implementada, esta medida, apenas vai lesar os consumidores, introduzindo mais um imposto que prejudica o consumo interno, que, como sabemos, tem um grande impacto na economia nacional e de criação de emprego essenciais. Não podemos aceitar nem compreender que se crie um imposto sobre um saco de plástico que é quase três vezes o seu preço de custo. Tratando-se de um anteprojeto, acreditamos que o Governo tem ainda a oportunidade de corrigir esta proposta”, conclui Ana Isabel Trigo Morais.