Mercado português de produtos tecnológicos cresce 12%

16 JULHO 2014
De acordo com o índice GfK TEMAX, o mercado português de produtos tecnológicos registou um crescimento de 12% no primeiro trimestre, quando comparado com o período homólogo de 2013, apresentando uma faturação de 563 milhões euros.

Os sectores de telecomunicações e informática continuaram a ser os motores do crescimento, seguidos dos eletrodomésticos, pequenos e grandes, que registaram também um trimestre positivo. Em contrapartida, as áreas da fotografia e equipamento de escritório continuaram em queda. A televisão começou a apresentar sinais de estabilidade, falhando para já a recuperação face a um muito negativo trimestre homólogo.

No primeiro trimestre, o sector das telecomunicações superou o da Informática em termos de faturação. Os smartphones continuaram a ser o “driver” deste sector, que no seu todo apresenta uma tendência crescente relativamente ao período homólogo, representado perto de 40%. De realçar o facto de que os phablets, smartphones com dimensão de ecrã entre 5,5 e 6,9 polegadas, estão a ter uma boa aceitação pelos consumidores.

Nos pequenos domésticos, as escovas de dentes elétricas e os processadores de alimentos, nomeadamente, os que apresentam função de cozedura, foram os principais responsáveis pelo crescimento de 5,8% do mercado no primeiro trimestre. Os modeladores de cabelo apresentaram também um crescimento de dois dígitos e todos eles resistiram à queda que o mercado registou no mês de março. As máquinas de café continuaram a apresentar quebras na faturação, tendo acumulado, neste trimestre perdas, de 19% face ao período homólogo.

No sector dos equipamentos de escritório, os projetores de vídeo mostraram mais força no início do ano, ao passo que as impressoras e consumíveis estiveram mais estagnados. Parece haver uma maior dinâmica da parte do hardware face aos consumíveis, como tinteiros e toners.

Impulsionado pelos resultados do primeiro bimestre, o mercado de grandes eletrodomésticos apresentou um crescimento de 9,6%. As máquinas de lavar roupa e os secadores foram os produtos com as taxas de crescimento mais elevadas. No caso das últimas, uma vez mais motivado pelas condições climatéricas que se fizeram sentir. O mês de março, contudo, teve uma evolução negativa face ao mês homólogo, com todos os produtos aqui considerados a diminuírem as suas vendas, com exceção das máquinas de lavar roupa.

O sector da informática, por sua vez, cresceu seis por cento em valor quando comparado com o período homólogo de 2013. A contribuir com uma tendência de 16% em valor, os tablets continuam a ser o produto estrela deste mercado. Contudo, ainda são os portáteis o produto mais importante pois, a título de exemplo, neste trimestre, representaram cerca de 46% em valor. De destacar, ainda, as boas performances dos desktops e dos teclados, quer em unidades, quer em valor.

Em contrapartida, as alterações estruturais continuam a afetar muito negativamente (-28,8%) o mercado de câmaras digitais, em particular no segmento de entrada e das câmaras mais baratas. Parece haver mesmo um efeito devastador fruto da maior presença de smartphones com boas capacidades fotográficas.

Na eletrónica de consumo, apesar da televisão estar positiva neste início de ano, o primeiro trimestre do ano passado foi muito negativo. São alguns segmentos novos os que se destacam, como Action Cams e Loudspeakers, a darem alguma dinâmica a um sector que está muito negativo noutras famílias de produto. O resultado final é uma tendência para a estagnação ou um ligeiro crescimento.

Índice GfK Temax Portugal – 1.º trimestre de 2014
Eletrónica de consumo: 86 milhões de euros (1%)
Fotografia: 11 milhões de euros (-28,8%)
Grandes domésticos: 108 milhões de euros (9,6%)
Pequenos domésticos: 39 milhões de euros (5,8%)
Tecnologias da informação: 146 milhões de euros (6,8%)
Telecomunicações: 150 milhões de euros (39,8%)
Equipamento de escritório: 24 milhões de euros (-0,5%)
Total Temax: 563 milhões de euros (11,9%)