Primeiro semestre do ano regista descida de insolvências e encerramentos

25 JULHO 2014
No primeiro semestre deste ano foram iniciados 2.534 processos de insolvência, menos 17,1% do que no período homólogo de 2013. A tendência de descida foi ainda mais acentuada no segundo trimestre do ano, com menos 21,6% de entidades a entrar num processo de insolvência. No primeiro trimestre a redução tinha sido de 12,6%.

Teresa Cardoso de Menezes, diretora geral da Informa D&B, destaca que “a apresentação à insolvência desceu 27,3%, quando comparado com o primeiro semestre de 2013 e foi a principal razão da diminuição no total de insolvências. O número de insolvências requeridas por terceiros também diminui 6,2%”.

O Processo Especial de Revitalização (PER) foi requerido por 446 entidades ao longo do primeiro semestre, representando uma descida de 12,4% face às 509 entidades que recorreram a este mecanismo no semestre homólogo.

Ao longo do primeiro semestre verificou-se uma redução consistente do encerramento de entidades. No primeiro trimestre deste ano encerraram 3.581 entidades, menos 17,7% do que no período homólogo de 2013. A descida manteve-se durante o segundo trimestre, período em que o encerramento de entidades foi inferior ao homólogo de 2013 em 11,8%. Esta redução de encerramentos mantém a tendência já sentida ao longo de todos os trimestres de 2013 e ocorre na maioria dos sectores (62%) e distritos (73%) do país.

O primeiro semestre do ano assistiu ao nascimento de 19.139 entidades em Portugal e termina com uma redução de 5,2% do número de constituições de empresas. A principal causa da descida de nascimentos foi a forte redução de constituições de sociedades unipessoais no primeiro trimestre deste ano, que no ano passado registaram um valor e um crescimento atípico no mês de janeiro (5.555 constituições das quais 3.205 eram sociedades unipessoais).

O segundo trimestre deste ano regista uma subida de 4,7% face 2013, verificando uma tendência positiva e crescente em cada um dos meses do trimestre, acabando o mês de junho com uma subida de 9,7% face a junho do ano passado”, salienta Teresa Cardoso de Menezes.

No primeiro semestre, os Serviços (5.959), Retalho (3.007) e Alojamento e restauração (2.108) foram os sectores com maior peso, representando 31%, 16% e 11%, respetivamente, dos nascimentos ocorridos.

Lisboa (5.443), Porto (3.569) e Braga (1.663) foram os distritos com maior número de novas entidades. À semelhança do verificado em 2013, no primeiro semestre deste ano, uma grande parte das entidades (45%) iniciou atividade com um capital social inferior a 5.000 euros (capital social médio de 1.034 euros) e 32% com um capital igual a 5.000 euros. Apenas uma minoria apresenta valores de capital social mais elevado.