Empresas portuguesas apostam na prevenção e na redução de custos

25 JULHO 2014
A Mercer acaba de divulgar um estudo sobre a política automóvel aplicada às empresas, o “2014 Company Cars Policy Survey”, realizado a nível nacional. De acordo com este estudo, 49% das empresas inquiridas admitiram já ter revisto a sua política automóvel em 2014 ou 2013. 73% das empresas inquiridas revelaram que a revisão do orçamento e da política automóvel é efetuada todos os anos, devido à preocupação com a poupança dos custos ou por terem orçamentos limitados.

Tiago Borges, responsável da Área de Estudos da Mercer, no seguimento da revisão da política automóvel, adianta que “a importância deste elemento nas empresas é evidenciada quando analisamos que 48% das empresas multinacionais defendem a gestão da política automóvel a nível local sem qualquer apoio das suas sedes, isto para assegurar que as políticas definidas se adequam à realidade da estrutura de compensação do mercado português”.

Segundo a Mercer, uma análise mais cuidada dos dados disponíveis demonstra que 55% dos inquiridos trabalha com contratos de aluguer de automóveis, sendo que grande parte das empresas (41%) negociou diretamente descontos com um ou mais fabricantes de automóveis. Já os cartões de combustível são geralmente fornecidos com base num acordo à parte, realizado com uma empresa de combustível, sendo que o gasóleo é o tipo de combustível mais usado (97%).

Apenas uma pequena percentagem das empresas auscultadas (18%) fornece um subsídio aos trabalhadores como uma alternativa ao automóvel.

Os níveis hierárquicos dentro das organizações que mais usufruem de viatura fornecida pela empresa são os quadros intermédios (45%).

Por outro lado, se ocorrer algum problema com a carta de condução dos colaboradores, como por exemplo validade, as organizações mostram uma total confiança nos colaboradores, visto que a maior parte das empresas inquiridas (76%) admitiu não controlar a carta de condução destes numa base regular.

As empresas mostraram-se muito permissivas em relação ao uso particular do automóvel, não cobrando qualquer importância neste caso (88%).

A reação não é a mesma quando um funcionário mostra vontade de trocar de carro para um modelo mais caro: 79% das organizações não permite essa mudança, porém a pequena minoria disposta a permitir esta mudança (21%) explica que quem suporta a diferença de preço é o colaborador.

Na escolha do automóvel, um terço (31%) não dá opção aos colaboradores. 40% das empresas inquiridas colocam à disposição dos colaboradores uma lista muito limitada de viaturas disponíveis, permitindo por esta via o aumento do controlo sobre a frota (39%). Além de que é prática a existência de um conjunto de restrições e obrigações, como por exemplo, a exclusão total dos automóveis desportivos.

Há ainda a salientar que a responsabilidade social e a sustentabilidade são temas que cada vez mais preocupam as organizações, sendo que estas têm promovido cada vez mais ações, a nível interno, para melhorar o meio ambiente. Como comenta Tiago Borges, “uma tendência que se tem verificado é a adesão das empresas a uma tendência mais “green”. A promoção ativa de partilha de boleias para o trabalho (50%) é um exemplo de uma iniciativa sustentável por muitas organizações”, conclui.