Vendas consolidadas da Jerónimo Martins crescem 7%

29 JULHO 2014
As vendas consolidadas da Jerónimo Martins cresceram, nos primeiros seis meses do ano, cerca de 7%, para os 6.052 milhões de euros. Resultados alcançados num ambiente que a retalhista portuguesa considera de “intensamente competitivo e caracterizado por um forte declínio da inflação alimentar na Polónia (0,5%) e em Portugal (-1%)”.

Biedronka e o Pingo Doce a reforçaram as respetivas posições de liderança de mercado e geraram 92% das vendas consolidadas, com a insígnia polaca a representar 67% do total. O EBITDA consolidado cifrou-se nos 341 milhões de euros. A margem EBITDA foi de 5,6% das vendas, 60 pontos base abaixo do registado no semestre homólogo, o que reflete a forte deflação tanto na Polónia como em Portugal, assim como o investimento em preço por parte de todas as insígnias alimentares do grupo e os seis milhões de euros de custos incrementais de arranque (face ao semestre homólogo) aplicados na Ara e na Hebe.

O resultado líquido atribuível à Jerónimo Martins fixou-se nos 145 milhões de euros, num semestre em que o grupo investiu 172 milhões de euros, dos quais 82% na Biedronka, que se mantém como a primeira prioridade estratégica em matéria de investimento. Nos primeiros seis meses do ano, a Biedronka somou 335 milhões de euros de vendas ao valor registado no semestre homólogo, o que corresponde a um aumento de 9,1%, para os 4.029 milhões de euros. As vendas comparáveis caíram 1,2%, impactadas negativamente pela redução de preço no cabaz. “O desempenho da Biedronka no primeiro semestre ficou abaixo das minhas expectativas e impactou os resultados do grupo”, afirma Pedro Soares dos Santos, presidente do Conselho de Administração e administrador-delegado do grupo. “Temos estado a tomar medidas na companhia com o objetivo de recuperar dinâmica de vendas like-for-like e alavancar, para o futuro, na nossa atual posição de forte liderança de mercado. Apesar destas ações terem um impacto nos resultados do ano em curso, continuo plenamente confiante na força competitiva e no potencial de crescimento da Biedronka”.

O responsável da Jerónimo Martins assinala, ainda, o desempenho do Pingo Doce nos primeiros seis meses do ano, “crescendo acima do mercado”, e a sua satisfação com o desenvolvimento da operação na Colômbia. O Pingo Doce teve um forte desempenho ao registar um crescimento comparável das vendas (excluindo combustível) de 2,4% nos primeiros seis meses do ano. As vendas totais, que incluem as novas lojas, cresceram 3,1% (excluindo combustível), o que se traduz num reforço da quota de mercado. No semestre, para além da loja de Aveiro, o Pingo Doce abriu duas outras lojas em regime de gestão por terceiros (em Celorico de Basto e em Mira) e o parque total da insígnia atingiu as 378 lojas.

No Recheio, que manteve inalterado o seu parque de 41 lojas, o volume de negócios atingiu os 374 milhões de euros, em linha com o mesmo período do ano anterior.

Na Colômbia, o semestre terminou com 44 lojas Ara na região do Eixo Cafeteiro e um centro de distribuição localizado na cidade de Pereira, que suporta as operações nesta primeira região.